Ivan Lins se apresenta no Coliseu com ingressos esgotados


 

Foto: Leo Aversa

Ivan Lins é músico completo, grande compositor conhecido pelos diversos Grammys que recebeu, pelas inúmeras gravações de sua obra pelo mundo, por sua harmonia diferenciada, pelos arranjos refinados e ao mesmo tempo fáceis de gostar. Sendo o artista brasileiro vivo mais gravado no exterior, o compositor começou a tocar piano aos dezoito anos e foi muito influenciado pela música que ouviu em sua infância nos Estados Unidos, pelo jazz e bossa nova.

O compositor já mostrava nesta época uma construção harmônica diferenciada em sua obra, com rearmonizacões e encadeamentos incomuns na música brasileira, uma das características que faria com que Ivan Lins se tornasse tão respeitado entre músicos do mundo inteiro.

Teve inúmeros sucessos como cantor e como compositor como é o caso de “Abre Alas”, “Somos Todos Iguais Essa Noite”, “Começar de Novo”, gravada por Simone e tocada como tema de abertura do famoso seriado “Malu Mulher”, que veio a ser um marco na MPB, dentre outros. A música “Começar de Novo” reflete bem a postura artística da dupla Ivan Lins e Vitor Martins: música e melodia muito bem elaboradas, características que despertaram grande interesse nos intérpretes do exterior (como é o caso de Sarah Vaughan), a canção traz em sua letra original um lindo poema que pode ser entendido como um recomeço amoroso e pessoal de alguém que passou por muitos infortúnios numa relação. A letra, que não traz definição de gênero (não fala nem no feminino nem no masculino), na verdade era uma profunda e muito criativa crítica à ditadura militar, com menções inclusive ao presidente Figueiredo, mas elaborada de maneira que a ambigüidade não prejudica nem a crítica política e nem o sentido amoroso da canção, além de ter conseguido driblar a terrível censura que sofriam os artistas da época. A realidade política influencia decididamente sua carreira nos anos 70 e sua postura extremamente ética e idealista dali para frente. Nesta época lança quatro álbuns marcantes e complementares entre si: “Somos Todos Iguais Esta Noite”, “Nos Dias de Hoje”, “A Noite” e “Novo Tempo”.

Ivan Lins lançou inúmeros discos, muitos deles de grande repercussão. Sempre ligado às questões contemporâneas de cada época, sua obra se renova e traz sempre novos valores musicais e ideais agregados, sem nunca perder a linguagem do compositor e sua originalidade.
A partir da segunda metade dos anos 80 passa a enfatizar bastante sua carreira internacional, principalmente nos EUA onde foi e é gravado por grandes artistas como Sarah Vaughan, Quincy Jones, Ella Fitzgerald, Carmen McRae, Barbara Streisand entre muitos outros. No Brasil também foi e é constantemente gravado por muitos dos grandes nomes de nossa canção, como Elis Regina, Simone, Quarteto em Cy, Gal Costa, Emílio Santiago, Djavan, Gonzaguinha entre tantos.

Em 1991 funda a gravadora Velas com seu amigo e parceiro Vitor Martins. Gravadora totalmente independente e nacional, a Velas marcou a história da discografia nacional ao lançar artistas e discos fundamentais da nossa música como os dos estreantes Guinga, Chico Cesar e Lenine e nomes consagrados como Edu Lobo, Fatima Guedes, Zizi Possi entre tantos outros.

Eclético em sua atuação musical, Lins também compôs trilhas para o cinema, dentre os quais se destacam os filmes “Dois Córregos” e “Bens Confiscados” de Carlos Reichenbach, tendo ganhado o prêmio de “Melhor Trilha Sonora” no III Festival Luso-Brasileiro Santa Maria da Feira. Compôs também diversas trilhas e temas para novelas e seriados.
Nos últimos anos destacam-se o CD “Da Cor do Pôr do Sol” (2000) onde grava novas parcerias com Caetano Veloso, Dudu Falcão, Lêda Selma, Celso Viáfora – com quem viria depois a gravar um CD em parceria – Moacyr Luz, Aldir Blanc, Caetano Veloso e outros, sob a produção de Guto Graça Mello e com excepcionais arranjos de cordas de Gilson Peranzzetta e Gil Jardim. Em 2001 grava “Jobiniando”, um disco em homenagem a Tom Jobim com novas harmonias para grandes temas do maestro e com novas composições que demonstram a relação do cantor com o universo de Jobim.

Em 2005 lança o CD e DVD “Cantando Histórias” onde resgata grandes sucessos de sua carreira com novos arranjos e com a participação de diversos convidados como Simone, Jorge Vercilo e Zizi Possi. Em 2006 grava o CD Acariocando. Em 2007 é a vez do CD e DVD “Saudades de Casa” gravado como num ensaio aberto dentro do Estúdio Mega no Rio de Janeiro. Neste projeto o compositor contou com a participação de diversos convidados que fazem parte de sua vida, dentre os quais seu filho, o ator e cantor Claudio Lins, os seus afilhados Daniel Gonzaga, Luiz Ribeiro e Pedro Altério, além de parceiros e instrumentistas. Já gravando com a formação atual de sua banda, formada pelos excelentes músicos Téo Lima (bateria), Nema Antunes (baixo), Leo Amuedo (guitarra), Marco Brito (teclados) e Marcelo Martins (sax), Ivan traz neste trabalho uma sonoridade mais “jazzística”, com uma base instrumental mais contemporânea e maior presença de improvisos e solos instrumentais.

Em 2009 ganha mais um Grammy Latino com seu disco “Ivan Lins & The Metropole Orchestra”, gravado com esta excelente orquestra holandesa e com arranjos e regência do maestro Vince Mendoza, grande nome da música mundial, tendo como convidados o guitarrista uruguaio Leo Amuedo, a cantora Trijntje Oosterhuis, o saxofonista Stefano Di Batista e o cantor português Paulo de Carvalho.

Em 2010 lança o CD Perfil pela Som Livre, com alguns de seus maiores sucessos, e o CD Íntimo (Intimate), com produção de Ruud Jacobs e Rob van Weelde, gravado na Holanda, com participações internacionais como Take 6, Jorge Drexler, Till Brönner, Alejandro Sanz, Jane Monheit e outros. Com turnê pela Europa programada para o primeiro e segundo semestre, os shows no Brasil acontecerão no final do ano.

Seus projetos futuros incluem a gravação de um CD de Jazz com o arranjador Jay Ashby nos EUA, a gravação de um CD em parceria com o compositor Rafael Altério sobre temática caipira e a música de raiz dentre outros.

Formado em Engenharia Química, inicia sua carreira musical no final dos anos 60 tendo sua canção “O Amor é o Meu País” classificada em segundo lugar no “V festival Internacional da Canção”. Seu primeiro grande sucesso foi “Madalena”, parceria com Ronaldo Monteiro, gravada por Elis Regina, que viria a ser intérprete de várias das suas canções.

Contratado pela gravadora Formal/Phillips gravou seus três primeiros discos: “Agora”, “Deixa o Trem Seguir” e “Quem Sou Eu?”, onde vemos presentes influências do rock, da bossa nova, do jazz e também dá música do Clube da Esquina. Neste período compõe com seu parceiro, o letrista Ronaldo Monteiro. Depois, a partir do lançamento do LP “Modo Livre”, pela RCA, passa a ter no grande letrista e poeta Vitor Martins seu mais constante e forte parceiro. Lança em seguida o LP “Chama Acesa”.

Teatro Coliseu (Rua Amador Bueno, 237 – Centro Histórico – Santos/SP)

21:00   dia 23/03

Ingressos Esgotados

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