“Julieta dos espíritos” de Federico Fellini e Curta- Metragem “Flash” de Alison Zago serão exibidos neste sábado no cineclube Maurice Legeard


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O Cineclube Maurice Legeard surge para criar um espaço cujo ofício é discutir o cinema que é inacessível nas salas comerciais da cidade de Santos.

A sessão do cineclube acontece no dia 11 de maio, sábado, às 22h, na Vila do Teatro.

A exibição deste sábado será “Julieta dos espíritos” do grande cineasta italiano Federico Fellini. Longa metragem de 1965 é protagonizado por Giulietta Masina – também esposa do cineasta.

Julieta é uma dona de casa dedicada que ama o marido acima de todas as coisas. Logo no início da história ela faz uma recepção em casa onde todos para lá de embriagados resolvem mexer com os espíritos. Alguém tem um recado para ela.

O conteúdo do recado: ‘seu marido tem outra’, Julieta inconformada começa a ter sua sanidade ameaçada por todos os fantasmas de sua criação católica repressora (representada em muitas cenas por uma santa mártir que foi assada em uma grelha que diversas vezes aparece para aterrorizar a protagonista). A investigação sobre a existência ou não deste caso, leva Julieta a enfrentar seus próprios demônios revisitar sua infância (a encenação da sua primeira peca teatral), recordar dos bons momentos do passado (na figura do seu adorado avô), liberar-se de medos, traumas e neuroses que ficaram escondidas no inconsciente (sua subserviência à mãe fútil), enfim, reavaliar-se como mulher.

Julieta dos Espíritos” Primeiro filme do cineasta em cores. Conta ainda com a bela trilha sonora de Nino Rota, compositor presente na grande maioria de seus filmes, com a fotografia exemplar de Gianni Di Venanzo, – destaque também, evidentemente, vai para Giulietta Masina. Basicamente, três personagens bastaram: a atriz mambembe Gelsomina, de A Estrada da Vida; a prostituta ingênua Cabíria, de As Noites de Cabíria; e Julieta, a dona de casa mais madura, de Julieta dos Espíritos. Ela ainda trabalhou com Fellini em duas oportunidades: o bom Mulheres e Luzes (1951), o primeiro filme do diretor, e o melancólico, mas de certa forma vazio Ginger e Fred (1985) já no final da carreira de ambos. No entanto, ela sempre será lembrada pelos três papéis anteriores.

O longa-metragem, de 1965, recebeu duas indicações ao Oscar (uma de melhor direção de arte e outra de melhor figurino) e ganhou importantes prêmios, como o Globo de Ouro de melhor filme de língua estrangeira.

O curta- metragem exibido será o “Flash”( foto) de Alison Zago e produzido pela O2 Filmes.

Simone, professora aposentada, vê sua pacata vida ao lado de seu único filho mudar quando estranhos sonhos e fotografias começam a atormentá-la. Dia após dia lidando com o desconhecido, ela percorrerá um difícil caminho para decifrar suas memórias.

Premiado nos festivais: 15 Cine PE 2011- (melhor filme e melhor direção)

16 FBCU- (mostra competitiva – 3 lugar voto popular)

O Cineclube Maurice Legeard é composto por: Rodrigo Zerbetto (programação); Victor Allencar (programação e produção); Gabriel Peres (técnica); Patrícia Oliveira (pesquisa) e Gustavo Klem (produção).

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