Grupos convidados de todo o país integram a programaçao do Festival Santista de Teatro.


 

Este ano o festival abordará o tema “Movimento” trazendo mesas e espetáculos que abordam a temática, no primeiro dia haverá uma mesa com participação de representantes de movimentos sociais como Mães de Maio, movimento de moradia, movimento teatral que abrirão o festival debatendo o tema proposto. Entre os grupos que irão apresentar está o TUOV- União e Olho Vivo, com César Vieira que participa do movimento teatral de São Paulo e brasileiro há 40 anos, Cafuringa do Rio Grande do Norte, Maracangalha do Mato Grosso do Sul e grupos importantes no cenário estadual e brasileiro como o Barracão de Campinas, a Kiwi de São Paulo, o Clariô de Taboão da Serra e o espetáculo Rua Florada Sem Saída que fala sobre desapropriação de terras e moradia em um espetáculo lúdico e infanto juvenil.

 

O FESTA irá de 13 a 21 de setembro de 2013, retomando a data histórica que foi transferida durante alguns anos para abril, outra característica dessa edição é a quantidade de grupos regionais que retomam suas participações em um festival voltado não só para ser referência nacional e estadual, mas acima de tudo um festival com a participação ativa do Movimento Teatral da Baixada Santista, tendo grupos de Santos, São Vicente, Praia Grande, Cubatão, Guarujá e Mongaguá.

 

O FESTA é uma realização do Movimento Teatral da Baixada Santista com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura – Prefeitura de Santos e SESC Santos, parceria com Oficina Cultural Regional Pagu e Movimentos Teatrais e Sociais, coordenado através de reuniões abertas realizadas todas as terças durante todo ano.

 

 

 

13 DE SETEMBRO

SEXTA-FEIRA

 

BRAVA CIA – ESTE LADO PARA CIMA –  isto não é um espetáculo

PRAÇA MAUÁ

12h30

 

 

ESTE LADO PARA CIMA em alta resolução (5)

 

Sinopse:

 

A ordem e o progresso fundamentam o surgimento de mais uma cidade e os seus habitantes vivem em razão do trabalho e sonhando com um futuro de felicidade. Até que uma crise, causada pelos seus próprios dirigentes, se abate sobre essa metrópole, ameaçando a ordem estabelecida e obrigando a criação do “mais avançado artefato da tecnologia humana”: A Bolha – que do céu vigiará tudo e todos, para manter as coisas como sempre foram.

O poder do Mercado e o controle das relações humanas exercido por ele são discutidos com um humor anárquico neste trabalho da Brava Companhia, construído para apresentação em rua ou espaços alternativos.

 

Ficha Técnica

Criação Brava Companhia

Direção: Fábio Resende e Ademir de Almeida

Dramaturgia: Fábio Resende e Ademir de Almeida

Elenco: Cris Lima, Henrique Alonso, Joel Carozzi, Luciana Gabriel, Marcio Rodrigues, Rafaela Carneiro, Sérgio Carozzi eMaxwell Raimundo.

Classificação indicativa: adulto

 

TEATRO MUNICIPAL BRÁS CUBAS

 

19h:  Grupo Clariô – Urubu Come Carniça E Vôa! (Taboão Da Serra/SP)

 

CLARIO (1)

 

Sinopse: Escritos crônicos e retratos da vida de um poeta pernambucano, negro, oriundo de MURIBECA, bairro periférico, que leva o mesmo nome do lixão em torno do qual o conjunto habitacional onde mora foi construído.

 

João Flávio Cordeiro, o MIRÓ DE MURIBECA, faz da poesia a maneira mais concreta de responder a violência sofrida e observada por ele cotidianamente.

 

Um artista intenso, crônico por natureza que, além dos escritos, traz no corpo e na palavra dita, uma visceralidade peculiar, que propõe novos olhares para um lugar onde “um sujeito pode bater no outro, só porque ele deu um riso!”, mas que, recheado de seu “alegrismo poético”, é capaz de colorir a tragédia e alçar vôos de celebração à vida.

Uma ponte, uma travessia até Miró, é o que o novo espetáculo do grupo Clariô propõe. Atravessando a palavra do poeta de corpo e órgãos, descobrindo musicalidades e gestos que traduzam/dialoguem seus ditos tão urbanos e sertanejos.

“URUBÚ COME CARNIÇA E VÔA!” é o que nos clariô estinstante como chuva fina ao sol.

 

Ficha técnica: Dramaturgia: Grupo Clariô de Teatro, Assessoria dramatúrgica: Will Damas. Escritos crônicos: Miró de Muribeca. Direção: Mário Pazini. Atores/criadores: Alexandre Souza, Martinha Soares, Naloana Lima e Naruna Costa. Ator Convidado: Washington Gabriel

 

16 DE SETEMBRO

SEGUNDA-FEIRA

TEATRO GUARANY

 

www para fredom

 

 

21h: Barracão Teatro – WWW para Freedom (Campinas/SP)

Sinopse: Espetáculo de palhaço sobre a guerra para ser livre. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência!

WWW para Freedom é um código de operação militar. Soldados são mandados para libertar um povo de um terrível ditador.  Em algum lugar do mundo e em algum tempo. Mas um soldado, na hora de bombardear o alvo, questiona para que serve tudo aquilo e faz uma operação, não militar, em nome da liberdade na qual acredita. De que liberdade estamos falando?  Livrar-se de quem?  Livrar-se de que? É preciso a guerra para estar em paz?

Ficha técnica: Dramaturgia: Tiche Vianna e Esio Magalhães. Criação, direção e atuação: Esio Magalhães.

Gênero: Comédia

Classificação etária: 12 anos

 

19 DE SETEMBRO

QUINTA-FEIRA

TEATRO GUARANY

 

 

Rua Florada- Foto Bob Souza

 

15h30 – Cia. Casa Da Tia Siré – Rua Florada Sem Saída (São Paulo/SP).

Sinopse: O espetáculo narra à trajetória e o crescimento de quatro crianças – Toninho, Lila, Mônica e Lua – em uma perspectiva em que crescer não é só um percurso natural, biológico, mas uma determinação da sociedade de consumo. Absorvidos, aos poucos, por este mundo, o que resta deles?

O que é ideal? O que é concreto? Estas dúvidas se apresentam quando os quatro decidem plantar uma árvore a qual chamarão de Florinda e que será o quinto integrante da história até a adolescência dos protagonistas.

Compartilhando suas experiências, as personagens constatam, de modo bastante poético, a desigualdade das relações humanas. Em suas contradições, a vida se revela a partir da realidade e do imaginário, na luta pela compreensão e pela construção do mundo.

Ficha técnica: Dramaturgia – Andressa Ferrarezi e Luciano Carvalho. Direção – Daniela Giampietro.  Elenco: Andressa Ferrarezi, Juliana Liegel, Ruth Melchior  e Glauber Pereira. Participação especial -Francisco Noventa .

 

20 DE SETEMBRO

SEXTA-FEIRA

PRAÇA MAUA

 

12h30: Teatro Imaginário Maracangalha – Tekoha (Campo Grande/MS)

 

MARACANGALHA

 

Sinopse: O espetáculo de rua revisita as obras “Areôtorare” (1935) e ‘”Sarobá” (1936) do escritor modernista Lobivar Matos, nascido em Corumbá (MS), aborda as relações humanas e sociais do seu tempo. Desta forma, questões como desigualdade, preconceito e desenvolvimento econômico são desveladas sob a ótica dos trabalhadores, índios e negros que até hoje “refletem os anseios, as revoltas, as durezas amargas da época e do meio em que vivem” (MATOS, L.).

 

Ficha técnica: Direção e dramaturgia: Fernando Cruz. Texto: Poemas das obras “Areotorare e Sarobá” de Lobivar Matos. Encenação: Fernando Cruz e o grupo. Elenco: Alê Moura, Camilah Brito, Cynthia Oliveira, Fran Corona, Fernando Cruz, Kássia Rosa, Moreno Mourão, Pietro Falcão, Renderson Valentim, William Hennenze.

 

Classificação etária: livre

 

C.E.S. CENTRO DOS ESTUDANTES DE SANTOS.

19h: Kiwi Companhia de Teatro – Carne (São Paulo/SP)

 

CARNE

 

Sinopse: Carne discute as relações entre patriarcado e capitalismo, mostrando o panorama da opressão de gênero e a situação específica da violência contra as mulheres no Brasil.  .

No trabalho cênico são utilizadas canções populares, imagens publicitárias, estatísticas sobre a violência contra as mulheres, trechos de romance, entre outros materiais.

 

Ficha técnica: Direção: Fernando Kinas. Roteiro: Fernanda Azevedo e Fernando Kinas. Elenco: Mônica Rodrigues e Fernanda Azevedo

 

Classificação etária: 14 anos

 

21 DE SETEMBRO

SÁBADO

EMISSARIO SUBMARINO

17h: TUOV – Teatro União e Olho Vivo –  A Cobra vai Fumar (São Paulo/SP)

 

 TUOV 1

Sinopse: A partir de relatos de ex-pracinhas da Força Expedicionária Brasileira que combateu em Monte Castelo e outras regiões da Itália, na  Segunda Guerra Mundial, de Olho Vivo, contamos em forma de fragmentos um pouco de um passado  ainda presente. Como se a memória teimasse em esquecer e lembrar…

Ficha técnica: Texto e Direção – César Vieira (Idibal Pivetta). Assistente de Direção – Oswaldo Ribeiro. Elenco – Ana Lucia Silva, Césinha Pivetta, Cícero Almeida, Clóvis Lima, Douglas Cabral, Margarida Leme, Monique Flôr, Neriney Moreira, Oswaldo Ribeiro, Priscila Requena, Rafinha Werblowsky, Raulk da Silva, Thiago Nogueira e Vinicius Corvo.

Classificação etária: livre

 

19h: Fausto Franco – O Corpo Projetado (Curitiba/PR)

 CORPO PROJETADO (1)

 

Sinopse: O projeto Corpo Projetado é uma proposta de criação colaborativa entre os artistas Fausto Franco (ator e artista circense residente em Curitiba/PR) e Raquel Karro (artiz e coreógrafa residente no Rio de Janeiro) que visa à renovação do número “Corpo Projetado” criado originalmente por Fausto Franco em 2003.

Este trabalho foi realizado originalmente durante o Ciclo de Ações Performáticas na Casa Hoffmann – Centro de Estudos do Movimento (Curitiba/PR). “Corpo Projetado” é uma performance circense em que o artista permanece suspenso no tecido acrobático, realizando diversas movimentações e desta forma passando, também, por várias posições e formas, enquanto imagens criadas em tempo real são projetadas sobre o tecido e sobre o corpo. À medida que as imagens e movimentos se fundem, surgem novos estímulos para continuar se movendo e desafiando o corpo a continuar em suspensão. Nesta fusão imagem – corpo – tela a pesquisa de qualidades de movimento de Rudolf Laban e a subversão da estética tradicional do número circense dando lugar comunicação mais próxima da performance da dança e teatro são o ponto de partida para a criação. Este projeto foi contemplado pela “Bolsa Funarte Petrobrás Carequinha de Incentivo ao Circo 2011”.

 

20h: Grupo Cafuringa – Cafuringa (RECIFE)

 

 

Sinopse: O espetáculo narra à história do ventríloquo, embolador, vendedor de pomadas e garrafadas: CAFURINGA. Um recorte no tempo, de seus momentos brincantes até a sua expulsão do Pátio do Carmo.

Também conhecido como Homem da Cobra, o mestre Cafuringa e seu boneco Joãozinho, acompanhado por Galego, Barruada e Benedito, alegram o pátio com piadas picantes que despertam as belas Cafurinetes; as garrafadas e pomadas trazem os velhos à roda e sua ousadia leva o incômodo aos poderosos. Cafuringa foi ameaçado e expulso. Condenado, a sua pena foi a morte. O espetáculo lança a voz poética do camelô-artista-palhaço-repentista que, como cordeiro, morreu… Só a arte, não.

 

Ficha técnica: Concepção do espetáculo, produção executiva, encenação, texto, ator e confecção de máscara: Alexandre Menezes. Encenação, ventríloquo, texto, ator e confecção de máscara: Luiz Filho. Poeta, letrista e ator: Pablo Dantas –. Criação e execução musical: Filippo Rodrigo. Provocador e facilitador cênico: Junio Santos. Ator, execução de figurino, boneco e adereços: Cleydson Catarina. Percussionista: Rodrigo Félix. Construção do boneco Joãozinho: Mestre Zé Lopes

Classificação etária: livre

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